quinta-feira, 30 de março de 2017

Eleições na CGADB: Os verdadeiros prejudicados


    O direito ao voto é um dos princípios básicos para a garantia da cidadania e um dos pilares da democracia, se não, o mais importante pilar.
     Ao longo dos quase 80 anos de criação da CGADB o processo eleitoral tem sido uma constante e, aparentemente transcorria sem problemas, se havia vícios ou não é uma incógnita. Mas, ao longo dos últimos 30 anos, o processo parece ter sido adaptado para assemelhar-se cada vez mais com a realidade brasileira, incluindo-se ai alguns vícios e mazelas que contaminaram a política nacional. 
    Há o direito ao voto e também há o direito de ser votado preconizados no estatuto e regimentos de todas as convenções nacionais que tomam como base o Estatuto da CGADB. Por conta disso ao longo dos anos a entidade teve uma alternância de lideranças formada sempre por homens notáveis, cheios do Espirito santo e autoridade do Altíssimo. Isto ERA padrão.
    Hoje estamos vivendo sobre a égide de uma administração quase vitalícia que moldou o Estatuto ao seu bel prazer para tornar legal um quase reinado de 30 anos, quase um PATRIARCADO, onde a família e os amigos mantém entre si uma "intimidade" tão intensa o sistema se disseminou entre as convenções regionais. E agora vai começar o direito hereditário.
  Em outros tempos talvez não viesse a causar tanto impacto ou desconforto, mesmo porque o NEPOTISMO já é uma constante não somente nas convenções, nos ministérios e igrejas em todos os níveis (Nacional. estadual, regional, municipal, distrital e local). Tornou-se senso comum nas igrejas servir aos pequenos reis e seus príncipes.
   Entretanto, com o advento das mídias sociais (Facebook, Whatsapp, Instagran....) a coisa ficou evidente demais e a plebe (os não herdeiros de sangue) começou a se conscientizar que vivemos m uma República Democrática e que ELEGEMOS representantes; que estes não são reis e tem prazo de representatividade simplesmente para não gerar vícios.
   Se igrejas são patriarcados depende de seus estatutos e regimentos, mas convenção é uma sociedade civil e todos somos iguais no direito de votar e sermos votados e há impedimentos legais para isso. Isto é uma questão de Direito, logo envolve via judicial para fazer valer ao prejudicado a garantia de seus direitos e neste caso o prejudicado é o eleitor.
   Não dá para comparar o Brasil com o Chile em nenhum aspecto. Nossas dimensões são continentais e as mazelas também. 
  Em uma eleição eletrônica, ou melhor digital, onde mais de 50% do eleitorado (aqui pastores e evangelistas) não tem acesso a inclusão digital, simplesmente porque NÃO HÁ COBERTURA para o atendimento da população brasileira, pode configurar um crime de responsabilidade. No afã de eleger ou ser perpetuado no poder aprovaram um mecanismo excludente e exclusivista e agora se justificam atrás da "vontade de Deus". O nome disso é hipocrisia e parece que o lado errado agora é do eleitor.
   O eleitor está errado por que:
1. Não tem um Smartphone e a ainda usa aquele celular pé duro;
2. Não possui notebook, Ipad, Tablet, PC pois priorizou alimentar sua família e cuidar do seu rebanho:
3. Escolheu servir a Deus no interior dos estados onde energia elétrica ainda é um sonho distante e água tratada uma necessidade diária;
4, Ainda acredita que oração e jejum que levam a intimidade com Deus, são a base para uma administração cristã;
5. Acha errado o que está sendo feito e devia entender que isso é "Deus agindo de forma misteriosa"
6. É um analfabeto digital e da língua, portanto alguém digno de pena e não de respeito.

Esta eleição serve apenas aos interesses das classe dominantes, aos PATRIARCADOS MINISTERIAIS, aos conglomerados administrativos, aos conchavos e acordos que permitem a perpetuação de famílias e grupos que controlam com mão de ferro as convenções estaduais.


Eleições na CGADB: Os verdadeiros prejudicados     O direito ao voto é um dos princípios básicos para a garantia da cidadania e um do...